Reviews e as Brumas

Maio 7, 2009

Olá, como vão?

Lhes apresento meu novo blog, aqui destinarei a escrever reviews de filmes, livros, séries, mangás, animes e até músicas e artistas, por que não? Sejam falando bem ou mal. (Tio Bruno não quero fazer concorrência, kkkkkk!) Começaremos com uma review do filme As Brumas de Avalon, lançado em 2001, adianto que ela ficou meio grande x_x Agradeço a minha melhor amiga Núbia que resgistrou o blog para mim ^^

“Eu sou o que vejo, eu sou o que leio, minha mente é quem sou” *Frase minha não roube ¬¬*

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AS BRUMAS DE AVALON (Filme)

As Brumas de Avalon

Um dos livros mais prazerosos que li foi a quadrilogia da escritora Marion Zimmer
Bradley. Um livro que mistura elementos que mais amo: história, magia, aventura, com doses certas de romance e claro uma grande personagem.  A idéia de “remontar” a lenda do Rei Arthur pela visão das mulheres, a alegria de identificar elementos históricos da Grã-Bretanha, o embalo dos sentimentos, nos mostra um livro realmente merece o título de sucesso.

Após ler um livro e saber da existência do livro, a ansiedade de assisti-lo consome qualquer amante do cinema, mas também deixa um amante dos livros preocupado. Confesso que não esperava fidelidade a um filme que condensa mais de mil páginas de quatro livros, em apenas um filme de três horas. Mas digo, não foi apenas a falta de fidelidade que me decepcionou também a atuação, cenário, elementos criativos, efeitos e o que eu chamo de “tampa buracos”.

Uma das atuações que não gostei foi a do Edward Atherton ator que fez o rei Athur, eu não sei porque raios, mas ele não me desceu. Eu pessoalmente quando lia o livro, o personagem masculino que mais gostava era o Arthur, apesar de morrer de raiva dele quando se subjugava a odiada Gwenwyfar (aliás prefiro a Guinevere – tradução horrenda),  a minha impressão foi que a atuação forçou um pouco. Outro ponto foi Michael Vartan, o ator de Lancelot, não o culpe caro leitor, ele apenas não satisfez a minha vaidade pessoal e imaginativa que imaginava um Lancelot diferente, de preferência de cabelos encaracolados, o ator é bonito e a atuação até me agradou, mas não ficou perto do “meu” Lancelot.

Vamos as boas atuações, achou que só ia achar defeitos no filme? Se enganou. Anjelica Huston é claro foi o maior destaque, sua atuação é excelente dentro do roteiro apresentado, nada menos que se esperar de uma atriz com seu currículo. A atuação de Julianna Margulies, que interpretou Morgana, me deixou contente, mesmo esperando uma Morgana mais forte, mas diante do roteiro creio que fez um bom trabalho. Joan Allen na pele de Morgause se demonstrou verdadeiramente má, esperava devido o livro uma humanização na personagem, mas eu gostei dela assim, gosto de vilões, bem interpretados então. A atuação de Caroline Goodall (Igrane), Elias Zerael Bauer (Mordred), também merecem destaques. Em geral as personagens femininas foram melhores. Senti falta de muitos personagens como o Kevin, que o considero muito importante. Outros personagens não receberam o destaque merecido como Gawaine e Accolon, tendo este último se tornado demasiadamente ingênuo.

O cenário me deixou descontente, queria ele mais “rico”, não no sentido de beleza ou que enchesse os olhos, mas nos desse uma maior impressão da época, não sei se poderia expressar melhor, o filme mostra muito o interno e pouco o externo, que é meio “pobre” para uma produção tão atual. Em compensação o figurino não me deixou infeliz, a não ser por pequenas mudanças como nos trajes das sacerdotisas que deveriam ser escuros, mas se pensarmos na descrição da Marion, as roupas, até mesmo de lã, deram um bom ar medieval como eram descritos. Os efeitos deixaram muitíssimo a desejar. O roteiro, que já começou prejudicado devido ao tempo do filme, distorceu fatos e sentimentos. A trilha sonora não é algo que me apego muito, então prefiro não julgar, mas o pouco que notei me agradou.

Algumas sacadas tiveram êxito, mas a grande maioria dos “tampa buracos” que o roteirista utilizou para condensar o livro não foram boas. Uma das poucas boas sacada foi a maldição de Morgause sobre Gwenwyfar, para que não tivesse filhos, e o encontro de Morgana e sua mãe, mas foi uma das poucas. Os momentos que me deram alguma emoção eram quando percebia nas falas dos atores um trecho do livro. Ordens foram trocadas, morte adiadas, personagens desapareceram, fatos foram deixados de lado. Viviane viveu demasiadamente mais que no livro, Igraine também.  A devoção de Morgana por Athur foi exagerada, quando deveria ser ao contrario. No livro, na mesma noite em que se deitam Athur reconhece sua irmã e ambos carregam a culpa, mesmo o rei não sabendo do filho, nutrindo um amor mesmo que inocente por Morgana, apesar de tudo. A cena da guerra no final do filme até me deu uma emoção, amo filmes com guerras, por isso as desejei mais, mesmo este não sendo o foco do filme/livro. A cena da Virgem Maria também me satisfez. Como assim Morgana não retornou a Avalon? Poderia dizer mais tantas coisas, mas para não se cansar de mim, tentarei ser breve.

Muitos dizem que mesmo sendo 4 filmes, não seria fiel ao livro, concordo! Porém, a fidelidade teria sido maior. Pode pensar que não deveria comparar o filme ao livro, mas pense melhor, todo filme baseado em um livro está fadado a comparações. Eu espero e ainda tenho esperanças de ver filmes que privem pela fidelidade, como Orgulho e Preconceito que obteve sim mudanças, mas permaneceu com o espírito e contexto originais. Por fim, concordo com uma crítica que li, “o filme se tornou vazio”.

NOTAS: 7,0 – apenas como filme; 3,0 – se comparado ao livro

Entry Filed under: Filmes, Livros. .

3 Comments Add your own

  • 1. brunotio  |  Maio 9, 2009 at 2:09 am

    Náo se preocupe, nao està fazendo concorrência, mas se estivesse tambèm, entao estaria òtimo, porque òtimo ficou o texto.

    Adorei. Voce tem jeito pra coisa he he he he….

    Mas o comentàrio que deixo aqui, è sobre a trilha sonora do filme:

    Composta por Jhon Aeone que compos o tema principal de “Joana D´arc de Luc Besson” em 1999 e recebeu a palma de ouro pelo feito e…

    …Lee Holdridge que fez a pesquisa para os sons especìficos, como por exemplo: as danças folcloricas, os instrumentos musicais medievais e a musica incidental.

    Outros trabalhos como compositor, do rapaz que ganhou duas palmas de ouro em Cannes e um globo de ouro:

    A gata e o rato de 1985.
    Buffalo girls – as ultimas pistoleiras do oeste de 95
    Splash – uma sereia em minha vida de 84
    O longo caminho para casa de 97

    Adorei o blog. Continue….

    bjo

    Responder
  • 2. Nubia  |  Maio 9, 2009 at 4:57 am

    Só falta uns ajustes no blog hahaha
    boa sorte amiga!!
    amo vc bjssssss

    Responder
  • 3. Danny Zangrossi  |  Dezembro 1, 2009 at 3:51 am

    Concordo com tuas críticas. Essa mudança na revelação da identidade entre Arthur e Morgana me revoltou muito, pois altera bastante a interpretação da história.

    Responder

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